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terça-feira, 23 de junho de 2015

O nosso muito obrigada vai para...

Boa tarde galera,

Para que nossa oficina fosse o sucesso que foi e para que tudo ocorresse da melhor maneira possível, contamos com a colaboração de todos os alunos do curso de arquivologia, que se empenharam assim como nós e fizeram um excelente trabalho.
Aqui ficam os agradecimentos do Investigação Arquivística para cada grupo que participou da oficina...

Arquivo Brasília Zero – mostrou aos visitantes o sistema de vendas de terras antes da construção de Brasília...
Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Arquivos Alcoólicos – que com um tema bem chamativo, mostrou os sinais que podem ser observados nos rótolos das garrafas, para conseguirmos identificar se uma bebida é ou não falsificada. 
Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Arquivos Jurídicos – mostrou casos polêmicos e que muitos dos visitantes nunca tinham ouvido falar, como por exemplo, o processo que conta sobre o rapaz que Oscar Niemayer atropelou e matou na W3Sul.
Foto: SILVA, L.G.

Click – o grupo fez sua oficina com documentos nem um pouco convencionais, foi uma exposição de fotografias da Guerra de Canudos, eles mostraram fotografias dos campos, onde os soldados estavam com seus armamentos e posavam para as fotos.
Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Diplomática em Cena – esse grupo mostrou aos visitantes um pouco sobre como funciona a classificação indicativa e sua importância para a sociedade.
Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Foca na Diplomática – o grupo abordou um assunto que atraí a todos, dinheiro, eles mostraram aos visitantes os sinais de validação que podem ser observados para identificar se a cédula é ou não falsa, enfim um conteúdo que nos ajuda no dia a dia. 
Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Futebol e Diplomática – esse grupo abordou os sinais de validação que tornam uma camisa de futebol verdadeira. Para oficina, eles fizeram uma camiseta personalizada para o grupo e mostraram aos visitantes os sinais que  tornavam aquela camiseta válida. 
Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Não Mente – o grupo trabalhou com o tema instrumentos musicais e mostrou aos visitantes que o CD sozinho não pode ser considerado um documento de arquivo.
Foto: SILVA, L.G

Traço Atemporal – o grupo abordou sobre a arquitetura de Brasília, em especial sobre o o Beijódromo que se localiza na UnB. Apresentaram a planta (documento de caráter permanente - projeto arquitetônico) que deu origem a construção e mostrou aos visitantes, um pouco dos documentos que são necessários para que algo seja construído.

Foto: OLIVEIRA, K.V.R.

Agradecemos pela participação, colaboração e principalmente pela dedicação de todos, pois juntos conseguimos realizar nossa oficina que ficará como história na memória de alunos do curso de Arquivologia. 

Enfim, nosso Parecer

Caros investigadores boa tarde,

   Como mencionado em outras postagens, o parecer de nossa investigação foi dado sexta-feira 19/06 em uma oficina realizada pelas disciplinas de Diplomática e Tipologia Documental e Arquivo Permanente 1. O evento foi no ICC Norte na Universidade de Brasília e contou com a participação dos nossos colegas do curso de arquivologia. Foi uma ótima apresentação, mostramos aos visitantes os caminhos percorridos pela equipe do Investigação Arquivística ate revelarmos o mistério que estava por trás do Processo de Divórcio Litigioso. 
     
Acompanhe...

Nossa oficina contou com a presença de várias pessoas, inclusive de alunos de outros cursos. Contamos com a participação de 68 visitantes ao todo, sendo eles 
Administração 1
Arquitetura: 1
Arquivologia : 37
Comunicação organizacional: 1
Comunicação Social: 2
Contabilidade: 1
Cursos : Engenharia de produção: 1
Design:1
Direito: 1
Economia: 1
Estatística: 1
História: 1
LEA (Língua estrangeira aplicada):1
Museologia:1
Pedagogia: 1
Tradução espanhol:1
Tradução inglês: 1

      E ainda contamos com a presença de 3 professores, André Lopez e Darcilene Rezende professores do curso de Arquivologia e Professora Sheila do curso de Gestão de política públicas.
Obs: Os outros não quiseram identificar o curso.

Gostaríamos de agradecer a todos pela presença e participação, pois juntos conseguimos revelar o mistério da nossa investigação arquivística que permeou por longos meses.

Foto: OLIVEIRA, K.V.R.
FOTO: CRUZ, L.H.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O Valor Secundário

http://www.aer.adv.br/detalha_noticia.php?cod=8120

O arquivo permanente é o conjunto de documentos que tem guarda definitiva devido ao seu valor secundário, ele é guarda e conservação do patrimônio, mas também deve ser a circulação da informação ali depositada para contribuir para difusão da informação. O papel do arquivo permanente é de suma importância para sociedade, tendo em vista que ele é uma das fontes de pesquisa para vários campos de conhecimento, lá podem ser encontradas informações sobre a cultura, costumes e memória de um povo.
O documento de valor permanente é aquele que após cumprir sua função primária adquiri também um valor secundário, que é o valor informativo, histórico, testemunhal e que deve ser guardado definitivamente para futuras gerações.
Agora que vocês já sabem o que é um arquivo e um documento permanente, iremos analisar o valor secundário do nosso objeto de pesquisa para oficina que é um processo familiar, ele é um documento que trata de relações familiares, e “conta” uma história familiar de um determinado momento. A princípio ele serve como prova do julgamento feito, mas ele adquiri um valor permanente, pois mesmo com seu valor parcial de caráter informativo, ele mostra determinadas relações familiares de um determinado tempo e lugar.
Para um pesquisador esse documento pode mostrar um pouco sobre as relações familiares que chegam aos tribunais. Analisando esses documentos, é possível entender como se dão os divórcios, pensões, guarda dos filhos, vale lembrar que até pouco tempo atrás nem era possível se divorciar.
 Veja como os documentos podem revelar a estrutura de uma comunidade, seus costumes, seus valores e quão importante isso é para os usuários do arquivo permanente. Os documentos são o espelho da sociedade se levarmos em consideração que eles são gerados para atender as necessidades dessa sociedade.
Levando em consideração esses aspectos, nós do blog investigação arquivística assim como o TJDFT consideramos o processo familiar como um documento que deve ser de guarda permanente, tendo em vista seu valor informativo sobre as relações familiares de determinadas pessoas em determinado período e lugar. Este documento pode ser de suma importância para futuros pesquisadores que queiram tratar de questões de família, relações entre pessoas, processo jurídico dentre outros aspectos, pois ele mostra uma realidade de uma determinado corpo social.
Esperamos que tenha ficado um pouco mais claro para vocês a importância da guarda destes documentos, e claro, esperamos vocês em nossa oficina para o parecer dessa investigação.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dossiê TJDFT

Boa noite investigadores,
 
       Como já falamos por aqui, fizemos uma visita técnica ao arquivo do TJDFT e hoje vamos contar com detalhes o que vimos nesse arquivo e o porquê achamos importante compartilhar com vocês!
                                          
Foto: Ricardo Moreira/G1
 
          O Arquivo que visitamos é o Arquivo Central do órgão, abarca seu arquivo intermediário e permanente. Está localizado no SAAN e conta com uma ótima estrutura além de profissionais capacitados. Cenário comum de arquivos do poder judiciário que apresentam recursos para desempenhar esse trabalho.
        O tratamento da massa documental está sendo feito por uma empresa terceirizada, que por sua eficiência no trabalho, chamou nossa atenção. Conheça mais sobre o projeto aqui. PROPAE
       Vocês conseguem imaginar o volume documental desse arquivo periodicamente? Sim, é muito grande! Assim, existe uma verdadeira força tarefa para higienizar, classificar, reorganizar, mapear... Enfim, todo tratamento documental necessário para que a documentação esteja acondicionada e ordenada para seu acesso nesse grande Arquivo Central.
Ficamos surpresas a descobrir que as pessoas que trabalham nessas fases não sejam da área de arquivo. Mas você investigador, sem esforço pode perceber este é um trabalho mecânico e, que o trabalho arquivístico está sendo desenvolvido no pensar dessas atividades, concorda?
        Mas como eles classificam? Essa não é uma atividade que deveria ser feita por arquivistas? A resposta está na diplomática, podemos ensinar esses funcionários a analisar diplomaticamente os documentos sem necessariamente serem arquivistas. Caso prático: a necessidade de digitalização dos principais itens documentais dos processos, assim, eles ensinam quais são as características intrínsecas, sinais de validação, forma, etc, desses itens documentais e, dessa forma, a atividade é realizada sem problemas!
        Para que essa terceirização ocorra com eficiência e qualidade no serviço, os arquivistas do TJ precisaram antes fazer um estudo das funções do órgão, sua lei, competências, pois a lógica do arquivo está em seu produtor! Conheça mais do órgão aqui, pdf cartilha.
     Onde queremos chegar com tantas informações? Contextuar vocês na nossa oficina e no nosso objeto de estudo. Nosso item documental é um processo de separação judicial e ele está dentro desse contexto macro do TJDFT, produtor arquivístico desse documento.

       O que acharam da instituição? Concordam com seu método de trabalho?

O contexto arquivístico na PCDF, curiosidade...

Caros, boa tarde!

Estamos chegando ao final da nossa investigação e para que os fatos sejam esclarecidos e os mistérios revelados é preciso ainda entender qual o contexto arquivístico da Polícia Civil, e para isso, a equipe investigativa buscou informações que ajudassem a entender esse caso, acompanhe...

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é órgão do sistema de segurança pública e ressalvada competência específica da União, que exerce as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar. A Polícia Civil tem o papel de exercer a Apuração de infrações penais e o papel de polícia judiciária.
O primeiro ponto a ser entendido é o seu papel de apuração de infrações penais ou investigação criminal, que contempla uma pesquisa que reúne dados de fontes diversas e os organiza objetivando reconstruir de maneira verossímil um fato pretérito definível como infração penal, permitindo-se a responsabilização penal do seu agente.
E o segundo ponto é o seu papel de polícia judiciária, que segundo o site http://www.jurisway.org.br/ é “atuação repressiva, que age, em regra, após a ocorrência de infrações penais, visando angariar elementos para apuração da autoria e constatação da materialidade delitiva” e conceitua sua função “Exercer as funções de polícia judiciária significa, a nosso sentir, essencialmente, realizar o papel imediato do Poder Judiciário, diante de toda e qualquer privação de liberdade em razão de possível prática de infração penal observada em seu estado flagrâncial”.
Durante nossas investigações buscamos apresentar a vocês os tipos documentais, que instituições com poder judiciário possui sob sua custódia, e ainda, no contexto arquivístico, na questão diplomática, quais são os tipos de documentos de guarda temporária e os que são de guarda permanente.
Infelizmente, não tivemos acesso ao arquivo da Polícia Civil, mas em contato com a Ouvidoria do órgão, obtivemos as informações necessárias para entender como são guardados os documentos por eles produzidos.
  No âmbito da Polícia Civil existem vários departamentos, que são eles:

- Departamento de Polícia Circunscricional
- Departamento de Polícia Especializada
- Departamento de Polícia Técnica
- Departamento de Gestão de Pessoas
- Departamento de Administração Geral
- Departamento de Atividades Especiais
- Corregedoria Geral da Polícia
- Academia de Polícia Civil

Cada um desses departamentos possui arquivos inerentes as suas atividades. A título de exemplo o Departamento de Polícia Técnica é constituído das seguintes unidades que tem sob sua guarda documentos que são produzidos pelas seguintes unidades: Instituto de criminalística – que tem a Perícia como documento; DNA Forence – que tem o DNA; Identificação - Digitais e dados da pessoa e a Medicina legal – por exemplo, Laudos Cadavéricos.
Cada departamento possui seu próprio Arquivo, que seguindo uma legislação, são considerados documentos de guarda permanente. A Polícia Civil não possui um Arquivo Central, o que pode ser considerado o Arquivo Central de guarda permanente é o Arquivo da Academia de Polícia Civil. 


                           

Por curiosidade, o órgão não possui o cargo funcional de Arquivista, isso mesmo caros investigadores, embora tenhamos encontrado registro de um Arquivista no órgão, a função que exerce no mesmo não é a de Arquivista, e sim de Agente de Polícia Civil do DF. 




quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sugestão de Leitura

Boa Noite,

Bom galera, diante de tudo que estamos trabalhado com vocês, e levando em consideração os textos discutidos na disciplina de Permanente 1, hoje iremos dar uma sugestão de leitura a nossos seguidores . Uma leitura gostosa e que também faz parte do tema do nosso blog.
Garanto que vocês, assim como nós, se interessam em aprofundar seus estudos no que diz respeito às fontes judiciais, que contam fatos de uma sociedade. Pensando nisso, sugerimos a leitura da Tese de Doutorado de Sonia Maria Troitiño Rodriguez, 2010, da Universidade de São Paulo, que tem como tema de discussão "O Juízo de Órfãos de São Paulo: caracterização de tipos documentais (Séc. XVI – XX)". Em sua tese ela aborda estes assuntos que geram documentos na esfera pública, e que registram acontecimentos independentes de classe social, sendo assim, documentos de interesse público. Estes processos nos trazem informações sobre senhores, escravos, direitos, religião, enfim assuntos fortes que refletem a sociedade e que são bem detalhados nesse tipo de documento, claro não deixando de observar suas fontes e a razão da existência do documento.A Tese encontra-se disponível em www.teses.usp.br/teses/.../SONIA_MARIA_TROITINO_RODRIGUEZ.pd.
Espero que gostem...

Fonte: Tese O Juízo de Órfãos de São Paulo: caracterização de tipos documentais (Séc. XVI – XX)"

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Análise dos Fundos

Se liga aí galera,

Nós do Investigação Arquivistica fomos chamadas á uma investigação um tanto intrigante. Uma pilha de documentos foi despejada em um galpão sem nenhuma condição de organização, sem listagem de transferência, ferindo o princípio da organicidade, moral da história desastre total. Todos os documentos encontram-se misturados e nós como boas investigadoras, iremos seguir os vestígios para conseguir identificar os documentos e montar seus respectivos fundos. Para começar nossa investigação, é necessário seguir os métodos de investigação, que são diversos sistemas de procedimentos, utilizados para obter conhecimentos, que ajudam a obtenção do conhecimento científico e orientam uma determinada investigação científica. Nós iremos usar o bom e velho método "mão na massa", pois só assim será possível obter informações que nos ajudarão a desvendar este mistério.

Fonte: www.avozdeirapuru.com.br

            Os documentos encontrados em nossa investigação fazem parte de Três Fundos distintos, nossa sistemática foi interpretar e comparar os assuntos, e depois começar a reorganizar aquela documentação. Depois de todo esse suspense e análise das informações, é possível dizer que mais um foi caso encerrado.

FUNDO – Fundação de Ensino Superior Integrado; Cidade: Chiririca
Ata de Criação
Estatuto
Certificado de Utilidade Pública
Processo de transformação em Universidade
Resoluções – Chefia de depto – Administração
Resoluções – Chefia de depto – Contabilidade
Resoluções – Chefia de depto – direito
Atas de Reunião do Conselho
Atas de Reunião do Colegiado
PPP do Curso de Administração
PPP do Curso de Contabilidade
PPP do Curso de Direito
PPP do Curso de Matemática
Currículos de candidatos a Professor
Prontuário de Professores
Prontuário de Funcionários
Prontuário de Alunos
Livros de Ponto
Cartões de Ponto (Pacotes Mensais)
Formulário de Pedido de Férias
Folhas de pagamentos Mensais
Planilhas de Notas e Faltas (Bimestrais)
Planilhas de Notas e Faltas (Anuais)
Balancetes anuais
Relatórios financeiros Mensais
Relatórios de Entradas (Cantina)
Relatórios de Entradas (Xerox)
Contratos – Prestação de Serviços - Caligrafia
Pedidos de compra de material de limpeza
Notas Fiscais de Compras – Material de Limpeza
Notas Ficais- Compra – Material Permanente
Notas Fiscais de compra – Material de Consumo (escritório/Sala de Aula)
Ofícios recebidos pela Faculdade
Comprovantes de Pagamentos de Mensalidades (Alunos)
Pedidos de Compras – gêneros alimentícios
Pedidos de Compras – Novos Títulos
Relatório de Acervo (Biblioteca/Anuais)
Relatórios de Atendimento ao Usuário (Biblioteca/Anuais)
Recortes de Jornal sobre a Faculdade
Recortes de Jornal sobre ex-Alunos

FUNDO – Rede Manuense de Educação; cidade Manuelândia

Resoluções da Diretoria
Ata de Criação
Estatuto
Resoluções da Coordenação de Cursos
PPP do Curso de Ciências
PPP do Curso de Estudos Sociais
PPP do Curso de Letras
PPP do Curso de Matemática
Livros de Ponto
Folhas de pagamento (Mensais)
Prontuários de Professores
Prontuários de Alunos
Prontuários de Funcionários
Planilhas de Notas e Faltas (Bimestrais)
Planilhas de Notas e Faltas (Anuais)
Balancetes Anuais
Pedidos de compra de material de limpeza
Notas Fiscais – compra – material de limpeza
Notas Fiscais – compra – material permanente
Notas Fiscais de compra – material de consumo (escritório/sala de aula)
Ofícios recebidos pela Faculdade
Contrato de compra e venda – Faculdade Manuenses
Comprovante de pagamento de mensalidades (alunos)
Pedidos de compra – novos títulos de livros

FUNDO – Senhor X
Documentos pessoais
Correspondência pessoal

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Documento: Boletim de Ocorrência

Boa tarde investigadores,

Começamos hoje uma nova série no blog (suspense no ar), a intenção é clarear o tema abordado por nós. Você, arquivista/investigador, sabe como surge um processo criminal? Quais são os sinais de validação dos documentos que o constituem? Quando esses documentos são considerados um documento autêntico e verídico? A prova do crime fica no arquivo? Ela é um documento?
Ficou curioso? Então, você está convidado a conferir essa e as próximas postagens que serão colocadas durante as próximas semanas, fiquem de olho! Esperamos que vocês aproveitem para discutir e firmar os conteúdos.
            Há algumas semanas, nós publicamos uma postagem desafiando a Daniela, especialista em reconhecer a autenticidade de documentos bancários, com o documento Boletim de Ocorrência, e é a partir dele que nossa investigação começa.
            O Boletim de Ocorrência que estamos analisando tem seu produtor original a Policia Militar, e como produtor arquivístico o senhor Fabio Luiz. Confira a visita técnica que fizemos a PM, aquiOk, mas para que serve o Boletim de Ocorrência?
           Vamos tentar explicar mais simples. O boletim de ocorrência (BO) é o registro do fato típico (crime), na delegacia de competência da área onde ocorre o delito. O "BO" tem um número que corresponde a "ocorrência" atendida, que tem sentido de registro com validade apenas administrativa. Apesar do "BO" conter o número da ocorrência da Polícia Civil, este formulário não é único às duas instituições. Este fica arquivado na "PM" com tempo determinado.
A autoridade policial (delegado) passa tomar ciência do fato e, de ofício, instaura um Inquérito Policial (IP), que é um procedimento administrativo para identificar a autoria e materialidade do crime. O “IP” subsidiará uma possível ação penal, que pode ser pública condicionada ou não à representação ou incondicionada.
Após sua conclusão, os autos são enviados ao Ministério Público (MP), que oferece ou arquiva a denúncia. Se oferecer a denúncia é dado início a ação penal que culminará na abertura de um processo.
Ufa, espero que tenha clareado a idéia de como esse universo arquivistico funciona investigadores!
Neste sentido, podemos inferir que tanto o “Boletim de Ocorrência” como o “Inquérito Policial” são tipologias documentais, mas que essas não são essenciais para a futura abertura de processos criminais.     
Iniciemos o tão aguardado estudo diplomático do “B.O”, isto significa, analisar o documento além de seu arquivo, com suas características intrínsecas do documento e, também, determinando sua autenticidade, veracidade.

Autêntico – Significa, em nossas palavras, que o documento passou por todo o protocolo de criação de seu produtor original. No caso da polícia, que esse boletim foi criado em na delegacia e seguiu os padrões convencionais. Sim,  o “B.O” que lhes apresentamos é autêntico pois foi produzido originalmente  por uma delegacia e seguiu os protocolos legais.
Sendo um “B.O” em meio digital para comprovar sua autenticidade é necessário entrar no sistema e acessar a opção Validação de Boletim de Ocorrência e digitar o número do Boletim, o sistema mostrará o boletim impresso, bem como a palavra autêntica, caso contrário o sistema mostra a palavra Boletim Inválido. (Informações do site http/serviços.sds.pe.gov/delegacia/faq)

Veracidade – O arquivo nunca consegue caracterizar a veracidade. Por que? Porque, mesmo que a pessoa tenha seguido todos os protocolos que tornem o boletim de ocorrência autêntico, esta pode ter mentido, o que torna o documento inverídico. OBS: esse documento é verídico pois condiz com os fatos escritos.

Sinais de Validação – Aqui podemos observar alguns requisitos básicos que fazem com que um documento seja válido, sinais obrigatórios. Caso seja o documento em meio físico é entrar no site e olha Validação de Ocorrência, como já mencionado anteriormente.



Suporte – O boletim pode estar em um suporte físico papel, ou em um suporte digital que são os boletins registrados via internet.

Forma – a sua forma pode ser original ou cópia.

Espécie –  Boletim, porque segundo o dicionário brasileiro de terminologia arquivistica, espécie é divisão de gênero documental que reúne tipos documentais por seu formato

Função – Ocorrência, pois foi essa atividade que gerou este documento.

Tipo Documental –  este campo é preenchido de acordo com a atividade que a gerou e se dá pela junção da espécie + função = Boletim de Ocorrência.

            Espero que tenha ficado mais claro qual o documento Boletim de Ocorrência. Quaisquer dúvidas deixem nos comentários!!

Um abraço da turma de investigação Arquivistica.

Visita técnica Arquivo da Polícia Militar


Movidas pelo nosso espírito curioso, nós do Investigação Arquivistica fomos em busca de respostas às perguntas que nos vinham a mente quando pensávamos em arquivos criminais. Baseados nisso, fizemos uma visita técnica ao Arquivo Central da Polícia Militar do Distrito Federal para conhecer sua rotina, situação e para sanar dúvidas. 
Nossa visita foi orientada pelo Sargento Cleuter Godinho, que é o arquivista responsável pelo Arquivo Central. Entendemos, pela visita que a função da "PM" é a prevenção de crimes, e por isso a instituição não tem como função investigar.



Em cada batalhão, é feita a guarda dos documentos que eles produzem e que são organizados pelos próprios policiais que são treinadas pela equipe do arquivo. O Arquivo Central da “PM”, fica localizado no Setor Policial Sul, ali recebe-se os documentos dos batalhões. Essa documentação que é transferida, se não estiver sido arquivisticamente tratada, são devolvidas ao batalhão de origem. De dar orgulho em futuro arquivista? No arquivo central, ocorre o restante do tratamento arquivistico adequado, orientado pelos dois arquivistas responsáveis pela documentação de toda instituição.

            Mais informações sobre o arquivo da Polícia Militar do Distrito Fereral, clique aqui.

Como, ressaltando, a Polícia Militar tem um tipo de policiamento de caráter ostensivo, não ocorre à guarda de documentos tridimensionais, alvos de perícias e investigações. Mas se esta era a sua dúvida, chegaremos lá meu leitor curioso. No Arquivo da Polícia Militar só tem papeis mesmo... Bom, por meio dessa visita, foi possível compreender melhor a relação dos documentos da “PM” com os processos criminais. Aguarde cenas dos próximos capítulos aqui no blog. Caso tenham restado dúvidas sobre este arquivo, comente aqui em baixo. Teremos o prazer em investigar para você!
Um abraço da turma de investigação arquivística 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Tempestade Duvidosa

Olha isso galera, 


     Nós do Investigação Arquivística ficamos intrigados com essa reportagem, e como boas investigadoras, fomos atrás da matéria  para tentar entender o que de fato aconteceu. 
     Um pouco estranho a justificativa de funcionários para um desastre que aconteceu com parte dos documentos da prefeitura de Camapuã. Dez caixas de documentos que estão sob investigação do Ministério Público, foram destruídas por uma chuva em uma cidade do Mato Grosso do Sul. O mais engraçado nessa história, é que a chuva que destruiu os documentos, foi uma chuva inteligente, isso mesmo que vocês acabaram de ler, Chuva Inteligente. A tal chuva que caiu e destruiu parte dos documentos da prefeitura, atingiu apenas os documentos que estavam sob investigação, estranho isso não acham? E tem mais, a destruição aconteceu em março do ano passado e somente 60 dias após o acidente é que foi feito o Boletim de Ocorrência, depois claro do Ministério Público ter solicitado a documentação. Nós como Investigadoras ficamos de olhos bem abertos para esta tempestade duvidosa, e vocês?
       Acesso o link e confira o vídeo ... 


http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/chuva-inteligente-destroi-contratos-investigados-de-prefeitura-no-mato-grosso-do-sul/4168967/

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Crônica sobre fundos e prática arquivística

Annita Costa Malufe

A teoria arquivística surge em um momento decisivo, em que os arquivos que se formavam naturalmente eram tratados ou as informações iriam pouco a pouco desaparecer ou permanecer de modo aleatório, como havia sido até aquele momento. Como virou um problema de gestão logística para as administrações públicas ocidentais da época, no findar do século XIX, o estudo sistemático e cientifico sobre os arquivos começou a despontar. Quando chega a hora da descoberta de algo, as teorias surgem em vários lugares ao mesmo tempo, de forma natural, historicamente foi assim com o rádio, etc.

Na última aula da Professora Darcilene, começamos a estudar, discutir e criar imagens mentais sobre diferenciação de fundos. De início, claro, com toda a nossa prepotência universitária acreditamos que era algo simples, senão simples, pelo menos quase “resumível” a um conceito, uma fórmula mágica, poderíamos nos sair bem na prática. Doce ilusão. A prática arquivística não é do campo das exatas (como queríamos que fosse), cada caso é um caso, cada fundo, um fundo.

Então surgem os ossos do ofício, nossa sina é desconfiar, observar, quebrar a cabeça e não acreditar nas respostas óbvias. Sem mais divagações, vamos às questões práticas colocadas pela Belotto no livro “Arquivos Permanentes: tratamento documental”, capítulo 7, identificação de fundos:

- o fundo abarca documentos gerados/recebidos por entidades necessários à sua criação, ao seu funcionamento e ao exercício das atividades que justifiquem a sua existência.

- documentos pertencentes a um mesmo fundo guardam relação orgânica entre si, constituindo uma unidade distinta.

- a noção de fundo está estritamente ligada ao próprio órgão gerador dos documentos.

- para os documentos possibilitarem a constituição de um fundo é preciso que a entidade produtora seja administrativa e juridicamente consolidada.

- o fator norteador da constituição do fundo é o órgão produtor, a origem do documento, o que ele representa no momento de sua criação. (129/130)

     No texto da Belloto é possível observar também requisitos necessários para que se caracterize um núcleo documental como fundo são eles:

- possuir nome, ter sua identidade jurídica resultante de lei, decreto, resolução etc;

- ter atribuições precisas, também estabelecidas por lei;

- ter subordinação conhecida firmada por lei;

- ter um chefe com poder de decisão, dentro de sua área legal de ação;

- ter uma organização interna fixa. (132)

      Espero que essas informações deem norte à prática de identificação de fundos!Um abraço das Investigadoras Arquivístas

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Refazendo a Atividade

Bom dia galera,

Na última aula de ‘Arquivo Permanente 1, ministrada pela Professora Darcilene,fizemos uma atividade sobre conceitos que são fundamentais para a prática profissional do arquivista, são eles: proveniência, procedência e função. Nós, do Investigação Arquivística, notamos a dificuldade tanto nossa quanto da turma acerca do tema trabalhado.
Tivemos muitos problemas para conseguir compreender a função de cada documento,de acordo com o arquivo a que este corresponde. Diante dessa situação, nada melhor do que refazer a atividade para uma melhor compreensão.
Tendo em vista que o tema do nosso blog é investigação e análise de documentos oficias, nós,iremos fazer a mesma atividade da aula passada, baseada na análise de uma Certidão de Nascimento.
Para começarmos a atividade, os três conceitos precisam ficar bem claros:‘procedência’ e ‘proveniência’ e ‘função”. Segundo o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, ‘procedência’ é caracterizado como:“termo em geral empregado para designar a origem mais imediata do arquivo, quando se trata de entrada de documentos efetuada por entidade diversa daquela que o gerou” (pag. 137).
O conceito de ‘proveniência’, é caracterizado como: “princípio básico da arquivologia segundo o qual o arquivo produzido por uma entidade coletiva, pessoa ou família não deve ser misturado aos de outras entidades produtoras” (pag. 136), que nos remete ao princípio da proveniência, ou respeito aos fundos, se esse conceito não ficou claro para você leitor, sugiro que procure outras fontes, pois esse conceito é pilar para a arquivologia.
O terceiro conceito é ‘função’ do documento, este foi o mais complicado na realização da atividade, pois a nossa analogia mais rápida é a função que o documento tinha no momento da sua criação, contudo, o que o gerou não necessariamente será o motivo pelo qual o guardamos. Uma conceituação feita pela nossa própria professora foi: o porquê guardamos o documento. 
A atividade ficou ainda mais complicada quando tivemos a pretensão de analisar documentos oficiais, em que a função da criação do documento se confunde com a razão de nós o guardarmos.
Mas para deixar tudo mais claro, vamos a prática!
           
            Certidão de Nascimento

- Procedência: 5º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas do Distrito Federal. (Origem imediata, simples não é?)

- Proveniência: Bruno Alves Macena (Produtor do documento, certo?)

- Função: Em sala pensamos que sua função seria identificar (e tudo que você pode imaginar que seja a função de um documento oficial), entretanto, a razão do produtor guardar esse documento não é a mesma do contexto de produção. O Bruno Alves Macena guarda esse documento (função) como instrumento do exercício do direito dele. Ficou claro?